Quatro triatletas ribeirão-pretanos estiveram no último sábado, dia 14, no Mundial de Ironman de Kona, no Havai. Eles se juntaram a outros 2.500 triatletas que também conquistaram uma vaga em uma das etapas da competição ao redor do mundo.

Rafael Falsarella, Bruno Manzoni, Lisandra Mesquita e Patrícia Barros nadaram 3.800 metros, pedalaram 180 km e correram 42km.

Rafael Falsarella completou a prova em 9h28m53s. Ele ficou em 24º na categoria 35 a 39 anos e 128º no geral (114º entre os homens).

Bruno Manzoni fez o iron em 9h44m42s, ficando em 51 na categoria 30 a 34 anos e 254 no geral (232º entre os homens).

Lisandra Mesquita terminou a prova em 10h45m40s ficando em 20ª na categoria 35 a 39 anos e 838ª no geral (102ª entre as mulheres).

Patricia Barros concluiu o Ironman em 13h24m18s. Ela ficou em 71ª na categoria 45 a 49 anos e 1.825ª no geral (469ª entre as mulheres).

Conheça um pouco mais sobre esses homens e mulheres de ferro (matéria publicada pela Revista Meia Maratona, logo após o Ironman Brasil):

Bruno Pinheiro Manzoni – 30 anos – Profissional de Educação Física

 

 

 

 

 

“Iniciei em provas curtas há seis anos, mas o grande sonho sempre foi o Ironman. Participei de campeonatos como a Copa Interior e Troféu Brasil, e com o passar do tempo, vi que os resultados começaram a aparecer”.

“Depois fiz Ironman 70.3 e descobri a minha distância. Gosto e tenho vantagem com provas longas, especialmente o Ironman. Em 2016 classifiquei para o dois Mundias de Ironman e tive a oportunidade de competir com os melhores do mundo. Neste ano fiz pela 4° vez o Ironman Florianópolis. A meta inicial era diminuir meu tempo de 2016 (9h20′). Durante a prova vi que tinha chances não só de baixar o tempo, como de conseguir pódio e vaga para o Hawaii novamente. Deu tudo certo e com 9h08′ fui o 3° colocado na disputada categoria 30-34 anos, sendo o primeiro brasileiro”.

“E agora Kona 2017. Lá é a celebração de todo o sacrifício que temos como atleta amador.

Meta é diminuir o tempo e aproveitar a viagem. Treinar lado a lado com os profissionais não tem preço. Espero representar bem todos os que me apoiam e acreditam no meu desempenho”.

Lisandra Mesquita Batista – Idade 39 – Médica Geneticista

“Estou no Triathlon desde de 2012, onde fiz minha estréia no Long Distance de Pirassununga ganhando o geral amador feminino. Desde então já se foram mais de 20 provas de 70.3 Ironman, sendo 2 mundiais”. “Ironman foram 5, fiz as 4 primeiras em provas mais duras como Nice, que tem 80 dos 180km de bike só de subida, Frankfurt, onde consegui a primeira classificação para o mundial de Kona em 2015”.

“A classificação para o esse mundial aconteceu na dura prova de Cozumel. Fui para o Ironman Florianópolis já classificada, mas em busca de meu recorde pessoal. Deu certo, consegui fazer meu melhor tempo 10h01min13seg, faltando um pouquinho para o sub 10”.

“Apesar de ser a segunda vez em kona a expectativa é sempre muito grande. Apesar de ser uma meta muito difícil Espero conseguir estar entre as 10 melhores colocadas na prova”.

Patrícia Barros – 45 anos – Administradora em Agronegócio

“Há 17 anos uma amiga me apresentou esse esporte chamado triatlhon que transformou meu modo de vida e minha maneira de encarar os desafios. Fiz muitos amigos, aprendi muito”.

“Tenho muitas conquistas nesses 17 anos, 99% de pódio em todas as provas que fiz. Fiz mais de 50 Meio Iron (70.3) e quatro Ironmans, além de dez mundiais”.

“Floripa foi minha terceira participação. Como sempre, fui pensando na possibilidade da vaga para o mundial de Kona, sonho da maioria dos triatletas. Nesse ano fui para a prova de coração aberto e alma tranquila, o que mais queria era fazer uma prova bonita e feliz, sorrindo… sem o peso da obrigação da vaga.

Treinei muito, me dediquei, esforcei, cansei, chorei, pensei várias vezes em parar o treino, mas a teimosia não deixava eu desistir”

“Fiquei em 3º lugar em Floripa. E vaga para o tão sonhado mundial de Kona. Foi inesquecível a sensação… a gente sonha por esse dia por anos, é assim de repente… é realidade!”
“Estar lá com as melhores do mundo. Coisa que há 17 anos você achava impossível, que era só para elite mundial, é grandioso demais, é a consagração de 17 anos de muita dedicação e amor pelo esporte. Me sinto completamente realizada como atleta”.

Rafael Falsarella – 35 anos – Profissional de Educação Física

 

 

 

 

 

“Entrei no triatlhon há 8 anos pela motivação de unir as três modalidades em uma prova só. Eu já pedalava, principalmente moutain bike e corria, comecei a nadar também”.

“Minhas maiores conquistas foram em provas internacionais, no México, Panamá, Itália e Miami, onde fui campeão. Também participei de campeonatos mundiais de Ironman e Ironman 70.3. Conquistei algumas provas nacionais como o Troféu Brasil”.

“Cada Ironman que participei teve sua particularidade e um aprendizado para a vida. É muito treino e dedicação. Nesse ano foi a minha 7ª participação. Treinei muito e estava bastante confiante. Aconteceram alguns imprevistos com o meu equipamento, um pneu que furou, mas nada que me atrapalhasse na performance. Apenas perdi alguns minutos, mas consegui atingir a meta e me classificar para o Hawai, mais uma vez. Acredito que a experiência de outras provas tenha sido um diferencial”.

“Na linha de chegada é uma sensação de dever cumprido e feliz pela oportunidade de participar de um evento como esse. Mas fico muito feliz em ver os alunos e amigos que treinam durante quase um ano comigo completando a prova, principalmente quando é pela primeira vez. É emocionante, pois cada um tem sua história, sua meta e sonho. Ver esses sonhos se realizando é muito emocionante”.

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