*Matéria publicada na edição 6 da Revista Meia Maratona

Falar de esporte em Ribeirão Preto, principalmente em atletismo, sem lembrar o professor de Educação Física e atleta, Abel Elias Rahal, é uma grande injustiça. Na edição especial da revista Meia Maratona escolhemos esse jovem de 70 anos que esbanja saúde, dedicação e, ainda trabalhando no CEFER, na USP de Ribeirão Preto. Abel é um desses entusiastas que defende o esporte com unhas e dentes, nem se for para isso, comprar boas brigas. Tivemos que tirar as principais conquistas dele, pois seria necessária uma revista inteira para registrar os títulos.

Abel conta que o esporte entrou em sua vida através das aulas de Educação Física, ministradas pelo professor Daniel de Campos Ferraz, em Araçatuba, entre os anos de 1959 a 1966. “Foi no atletismo que me destaquei. Indicado por ele frequentei a pista de atletismo da cidade, sob o comando do técnico Franz Gaspar e que, me encaminhou ao atletismo, fazendo com que eu esquecesse o futebol e futsal, modalidades que eu apresentava um talento mais do que razoável. Nesta época participei dos Jogos Colegiais, fase regional, na cidade de Araçatuba e, posteriormente, disputei as finais do estado, no Estádio do Pacaembu, ficando em 3º lugar no salto em distância e 3º lugar no revezamento 4×100 metros. Nesta participação, tomei gosto pelo atletismo e passei a me dedicar integralmente nesta disciplina”.

 

 

 

 

 

“Minha trajetória esportiva foi bem curta, porque precisei me dedicar à minha profissão e melhorar as minhas condições financeiras. A última competição que participei, como adulto, foi nos Jogos Universitários Paulista, realizado na cidade de Batatais, em 1979 , quando já tinha 29 anos e, mesmo assim saltei a 6,99 metros, obtendo o 2º lugar”.

“Aos 55 anos de idade, iniciei na prática do Atletismo Máster, nas disciplinas de 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4×100 metros e no salto em distância. Fundei a Associação Ribeirãopretana de Atletismo Máster (ARPAM), em 2003 e realizamos 12 edições do Torneio da Amizade, em nossa cidade, com atletas participantes de todo o Brasil. Ainda, na nossa gestão, realizamos o 9º Troféu Brasil de Atletismo, na cidade de Sertãozinho (evento este que, pela primeira vez, saiu do eixo das grandes capitais). Não posso deixar de relatar um sentimento importante e inquietante: se os dirigentes esportivos de Ribeirão Preto não apoiarem esta associação, que é lídima e digna representante do atletismo máster de Ribeirão Preto, fatalmente ela sucumbirá e deixará de existir já a partir de 2018”.

FORMANDO NOVOS TALENTOS

“Em 2011, fazendo um balanço, me dei conta que através do atletismo fiz a minha sustentação profissional e financeira e decidi, com o apoio da minha família, retornar um pouquinho de tudo que recebi, principalmente, às comunidades mais pobres de nossa população. Então, fundei o Clube de Atletismo de Serrana (CAS) e com a ajuda de muitos amigos, da Empresa Pedra Agroindustrial e do apoio administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Serrana iniciamos e estamos até hoje com um trabalho de formação do cidadão, através da prática do atletismo.

O que gostaria de realizar como desportista e que ainda não conseguiu? “Gostaria de fundar um polo de excelência em atletismo, para que crianças e jovens. Formar cidadãos e, também, se possível, atletas de alto nível, para defender o Brasil em competições internacionais. É um sonho distante, mas não impossível. Também, gostaria de poder presenciar um atletismo de másteres mais representativo e reconhecido pelas autoridades esportivas de nosso país em todos os níveis”.

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